
Aos motoristas proponho que incluam entre suas metas adotar um comportamento mais consciente e de mais respeito no trânsito. Todo ano, mais de 35 mil pessoas morrem em acidentes de trânsito. Esse número, só diminuirá quando houver uma mudança de comportamento por parte dos motoristas. Para isso é necessário, além de ações e campanhas educativas permanentes, fiscalização rigorosa e convocação de toda a sociedade a assumir sua responsabilidade para evitar acidentes.
No imaginário geral, a tendência é sempre achar que “não vai acontecer comigo”. Mas acontece. O trânsito não escolhe vítimas. Não escolhe classe social. Não diferencia pobres e ricos. Todos estão sujeitos a sofrer um acidente de trânsito.
Essa mudança de comportamento tão necessária, não é fácil de ser conquistada. Ela só virá com investimentos em educação de trânsito. E por que não? Também de reeducação daqueles que estão acostumados a infringir as regras impunemente.
Aliado à educação, é preciso haver fiscalização. Sem ela, é difícil mudar comportamento, é difícil mudar uma cultura de desrespeito tão arraigada. As ações decorrentes da reformulação da lei que pune o motorista que bebe e dirige e que ficou conhecida como lei seca, trouxe números bastante expressivos de redução das vítimas de trânsito. A mobilização que vimos para que a lei fosse cumprida precisa ser permanente. É necessário continuar com o mesmo ímpeto inicial de fiscalizar e punir motoristas que insistem em dirigir depois de beber. A fiscalização eletrônica também tem papel importante para essa mudança de comportamento. Ao monitorar o trânsito 24 horas por dia, os equipamentos de fiscalização eletrônica obrigam os motoristas a respeitar os limites de velocidade. Ao atender a velocidade regulamentada, o motorista contribui para a diminuição dos acidentes e começa a compreender o valor da sinalização, que é o que deve respeitar, e não o equipamento.