sexta-feira, 23 de julho de 2010
Inscrições abertas para o Prêmio Denatran
postado por Cristina Baddini Lucas
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Lançado carregador de celulares que usa energia de bicicletas

Que tal carregar o seu celular enquanto pedala em sua bicicleta? Essa é a proposta deste aparelho lançado pela Nokia, que une a mobilidade e energia gerada pelas bikes aos carregadores de bateria para celulares. A empresa percebeu que um processo de geração de energia poderia melhorar a vida de quem quer dar as suas pedaladas, mas manter o contato com o resto do mundo.
O processo é simples: basta pedalar que o dínamo entra em contato com o pneu e gera energia suficiente para recarregar as baterias do telefone. O dínamo é um pequeno aparelho constituído por um eixo móvel, um imã e uma bobina. É o movimento de rotação da roda, ou da correia, que transfere energia para o eixo do dínamo, gerando eletricidade.
Quem é dos tempos em que os faróis eram acessórios indispensáveis nas bicicletas, deve lembrar que era esse processo de geração de energia que alimentava a iluminação das bikes. O aparelho lançado promete transformar o tempo do carregador ligado na tomada em pedaladas, já que o recarregador começa a funcionar a partir de 6km/h e vai até 50km/h.
“As bicicletas são o meio mais comum de transporte em muitos mercados ao redor do mundo, este é apenas mais um benefício a ser obtido a partir de uma atividade que as pessoas já estão fazendo”, disse Alex Lambeek, vice-presidente da Nokia em um comunicado no lançamento do produto. A empresa tem como público alvo os países que tem a bicicleta como um meio de transporte comum, entre as regiões estão países da África, Europa, além da China e Índia.
Também estão inclusos no kit um suporte para fixar o telefone na bicicleta e o dínamo gerador de energia. A bicicleta e as pedaladas ficam por sua conta.
Postado por: Cristina Baddini Lucas
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Acidentes com motos matam uma pessoa por dia em São Paulo

FOLHA DE S.PAULO - SP - 18/07/2010
Acelerar sobre duas rodas é desafiar a morte a cada metro de asfalto, e são muitos os que não chegam ao final da corrida. Hoje, os acidentes com motos matam pelo menos uma pessoa por dia só na cidade de São Paulo. É segunda causa de morte no trânsito. Entre as vítimas, estão muitos motoboys.
Quando, onde e por que vai acontecer o pior? O medo anda sempre junto com os motoqueiros.
O soldado Carlos Eduardo sabe disso. Ele é um bombeiro que também trabalha sobre duas rodas. "Com a motocicleta, a gente chega muito mais rápido do que com a viatura de resgate. Então, foi criado para chegar e dar os primeiros atendimentos até uma unidade de resgate chegar", explica.
Eles trabalham em dupla e levam na mochila material de primeiros socorros. Às vezes, só mesmo pela calçada para seguir em frente.
O Globo Repórter acompanhou o soldado Carlos Eduardo e chegou a um acidente de trânsito. O motoboy estava caído no asfalto. Tentou passar entre um carro e um ônibus e não deu. "Ele bateu em mim e saiu rolando. Passou uns três dedos da roda do ônibus a cabeça do rapaz", conta o motorista do carro Paulo Beraldo.
"É chocante. A gente fica com um sentimento culposo, mas fazer o quê? Acabou com meu dia hoje”, declara o motorista do ônibus Avelino de Jesus.
"Eles têm muita pressa, só querem saber de chegar e não se preocupam com a própria vida deles. Essa é nossa rotina: socorrer motoqueiros todos os dias", afirma o soldado bombeiro Carlos Eduardo.
E lá vai mais um motoboy ferido para o hospital. Na rua, as marcas vão apagar logo.
.............................................................................................................................................................................
FOLHA DE S.PAULO - SP - 18/07/2010
Frota de moto supera a de carro em metade do país
| |
| ![]() |
O office-boy virou motoboy. O transporte público se rendeu ao mototáxi. O jegue deu lugar à moto. E, para escapar de engarrafamentos ou de ônibus caros, lentos e desconfortáveis, muita gente decidiu se tornar motociclista.
O fenômeno notado desde os anos 90 está perto de ganhar um status de predominante: quase metade das cidades brasileiras já tem mais motocicletas do que carros.
Mapeamento da Folha a partir de dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) mostra que 46% dos municípios, onde vive um a cada quatro habitantes do país, têm uma frota onde as motos são majoritárias. O índice se limitava a 26% no começo da década. Na média, a cada três dias uma nova cidade entrou na lista.
Embora esse domínio esteja concentrado em municípios pequenos e médios, são claros os sinais de avanço em grandes centros urbanos.
Duas capitais, inclusive, já têm as motos como preponderantes em suas frotas: Boa Vista (RR) e Rio Branco
MOTIVOS
Essa expansão mostra a consolidação de um transporte típico de países asiáticos, como Índia e Vietnã, e que é motivo de preocupação por ser vulnerável e provocar mais mortes em acidentes -além de mais poluente.
Além da má qualidade dos ônibus, a principal razão do avanço das motos é seu preço e facilidade de financiamento -há prestações de R$ 100. O fenômeno foi estimulado pelos vários níveis de governo, com queda de impostos e legalização de mototáxis.
Especialistas reconhecem a importância das motos para a mobilidade das pessoas. O resultado social, entretanto, é considerado negativo.
O número de motociclistas mortos no país saltou de 725 em 1996 para estimativas acima de 8.000 no ano passado.
O engenheiro e sociólogo Eduardo Vasconcellos cita dois agravantes da expansão desse transporte no Brasil. O primeiro é que, enquanto a população da Ásia sempre conviveu com muitas bicicletas, aqui as pessoas não sabem lidar com veículos de duas rodas -seja na travessia seja para se equilibrar.
O segundo é a mistura de motos com caminhões e ônibus. "Não tem volta. É preciso reprogramar o trânsito."
Ele se refere a ações como redução de limites de velocidade, separação dos veículos grandes e fiscalização dos infratores -hoje muitos radares não flagram motos.
"O problema não é do veículo em si, mas da educação dos condutores", defende Moacyr Alberto Paes, da Abraciclo (associação dos fabricantes de motocicletas).
O aumento da frota de carros no Brasil nos últimos cinco anos foi de 40%, menos de metade do ritmo de crescimento das motos -105%.
Mesmo assim, há mais carros (35,4 milhões) do que motos (15,3 milhões) no país devido às grandes capitais.
PROPORÇÃO
Quem vive
Em Tefé (AM), a quantidade de motos -4.464- equivale a nove vezes a de carros. Não é à toa: sem estradas, seus acessos são feitos por barco ou avião. "É uma emoção viver nesta cidade, com tantas motos", diz a bióloga Lorena Andrade, em referência ao zigue-zague num lugar onde semáforos e faixas de pedestres são escassos.
.............................................................................................................................................................................
FOLHA DE S.PAULO - SP - 18/07/2010
Municípios têm mais veículos que habitantes
| |
| ![]() |
Santa Bárbara do Monte Verde, na Zona da Mata mineira, tem apenas quatro avenidas, uma delas sem asfalto, e 5.603 veículos -quase dois, na média, para cada um de seus 2.999 habitantes.
A cidade, a
Está no bolso a explicação para Santa Bárbara do Monte Verde, que não tem nenhuma concessionária de automóveis e ficou três anos sem posto de gasolina -até um ser reinaugurado há quatro meses-, liderar o ranking.
O IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) cobrado em Minas é mais barato que no Estado do Rio, logo ao lado.
De acordo com a tabela da Secretaria da Fazenda de Minas Gerais, a alíquota do imposto para "automóveis de uso misto com autorização para transporte público", como táxi ou escolar, é de 2%. No Rio, a alíquota é de 4%.
A Folha apurou que a diferença de valores é aproveitada por empresas frotistas, que, apesar de sediadas no Rio, como nas cidades vizinhas de Rio das Flores e Valença, registram seus carros em municípios mineiros.
Além disso, em MG as taxas de primeira licença e primeiro emplacamento são mais baratas que as do Rio.
"Já teve gente que pagou R$ 350 só para emplacar seu primeiro carro no Rio. Aqui, não cobramos nada", afirmou o delegado Alexandre Pereira, diretor do Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Rio Preto (MG), cidade vizinha de Santa Bárbara do Monte Verde.
O município -que também não tem concessionária, mas registra 7.630 veículos e 5.631 moradores- é o segundo na média de veículos por 100 habitantes (135).
"Meus tios moram no Rio de Janeiro, mas emplacaram o carro
Metade dos recursos do IPVA amealhados pelo Estado vai para o município arrecadador. O prefeito de Santa Bárbara do Monte Verde, Fábio Nogueira (PSC), afirma não ver problemas em receber verbas que, em tese, deveriam ir para o Rio.
"Assumi o cargo em 1º de janeiro de 2009 e a situação já era assim. Não cabe a mim controlar", disse. Segundo o prefeito, o IPVA representa 10% da receita do município.
ESPÍRITO SANTO
Uma ponte de
Assim como nas duas primeiras colocadas, boa parte dos carros registrados lá pertence a fluminenses. A distorção, novamente, é explicada pela alíquota do IPVA: no Espírito Santo, 2% para carro de passeio ; no Rio, 4%.
postado por: Cristina Baddini Lucas