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segunda-feira, 30 de maio de 2011

MDT - Movimento pelo Direito ao Transporte - anuncia engajamento nos esforços para reduzir o número de mortos e de feridos no trânsito

Estamos convencidos de que a disponibilidade de sistemas qualificados de transporte público – rápidos, seguros, confortáveis, ambiental e economicamente sustentáveis, e com tarifa que toda a população possa pagar – está entre os principais instrumentos que podem ajudar a derrubar os inaceitáveis índices de mortos e feridos no trânsito. Além disso, o setor pode perfeitamente caminhar para um programa de redução do número e acidentes com vitimas, dando mais um predicado de cidadania ao transporte público. Por isso, estamos lado a lado com as organizações públicas e privadas nesse grande esforço proposto pela ONU com a Década Mundial de Segurança Viária 2011/2020”. As palavras são do coordenador nacional do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público para Todos (MDT), Nazareno Affonso, ao avaliar o significado da Década, lançada oficialmente ao redor do mundo por meio de solenidades realizadas em 11 de maio de 2011.

No próprio dia 11, o MDT esteve representado em ato realizado no Ministério das Cidades, em Brasília, em que o ministro das Cidades, Mário Negromonte, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram o Pacto Nacional para Redução dos Acidentes de Trânsito – Pacto pela Vida, que oficializou a participação brasileira na Década convocada pela ONU. Na solenidade, Negromonte também salientou a relação que há entre investimentos em transporte público e redução das ocorrências graves no trânsito.Ele sublinhou que os 18 bilhões de reais para projetos de mobilidade urbana previstos para o PAC – Mobilidade Grandes Cidades também podem ser considerados parte do esforço para reduzir o número de mortos e feridos no trânsito, pois a qualificação do transporte público favorece que a população ande menos de carro. “Quando a sociedade, o governo e autoridades estiverem mobilizados, vamos avançar muito mais. Temos a capacidade de fazer o melhor e ter sucesso", disse.

Desde que assumiu o cargo, o ministro fala de forma emotiva sobre o tema da segurança viária. Há menos de dois meses, na abertura 74a Reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito, em Brasília, ele assinalou que mortos e feridos em razão de ocorrências no trânsito já não têm maior impacto sobre a sociedade, e indagou: "Por que essas mortes não nos comovem tanto quanto a queda de um avião? Quando foi que passamos a ser tão insensíveis às consequências da violência no trânsito?" Com certo otimismo, ele afirmou agora: “Vamos encontrar meios de comover a sociedade civil. Essa conscientização deve começar pela educação, pela melhoria da gestão dos órgãos de trânsito, sendo fundamental o envolvimento de prefeitos e governadores”. O ministro informou que até o próximo mês de setembro de 2011 – por ocasião da Semana Nacional de Trânsito, que ocorre, anualmente, de 18 a 25 daquele mês – serão apresentadas à sociedade propostas que constarão do Plano Nacional de Redução de Acidentes e Segurança no Trânsito, que tem como pilares a gestão e fiscalização, educação, saúde, infraestrutura e segurança veicular. O diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) Orlando Moreira da Silva, apresentou as propostas elaboradas pelo Comitê de Mobilização pela Saúde e Paz no Transito e que representa os compromissos do governo brasileiro com o Pacto pela Vida. Ainda durante a solenidade, o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, destacou a melhora na qualidade do atendimento de emergência realizado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (SAMU/192), que passou a contar com profissionais mais capacitados, evitou o aumento da mortalidade por acidentes. Houve também apresentação dos dados de uma pesquisa inédita, patrocinada pelo Ministério da Saúde, que analisou a associação entre o consumo de álcool e os acidentes de trânsito em seis capitais do país – Recife, Manaus, Fortaleza, Brasília, São Paulo e Curitiba.

PROPOSTAS DA ANTP E ENTIDADES

Tendo em vista a Década, a ANTP liderou a elaboração de um documento com varias organizações do setor com 44 propostas concretas de ação imediata – com objetivos, forma de implementação, metas físicas, cronograma de execução e parcerias recomendadas –, referentes a seis objetivos estratégicos, que cobrem todos os aspectos envolvidos na questão do trânsito: gestão do sistema de trânsito, fiscalização, educação, saúde, segurança viária e segurança veicular.

Essa contribuição da ANTP e das entidades será levada à próxima reunião Comitê Nacional de Mobilização pela Saúde, Segurança e Paz no Trânsito, prevista para junho, quando será aprofundada a proposta do governo brasileiro para a década, e que foi apresentada na solenidade de 11 de maio. Com base a resultante do encontro das propostas governamentais e da sociedade, o Comitê Nacional de Mobilização elaborará as medidas concretas, com indicadores de monitoramento pela sociedade, de forma a constituir um plano decenal do governo para a redução de mortos e feridos no trânsito anunciada pelo ministro Mário Negromonte.

O Comitê de Saúde, Segurança e Paz no Trânsito foi, instituído por decreto presidencial em 19 de setembro de 2007. A coordenação desse comitê é do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), vinculado ao Ministério das Cidades. O governo federal dele participa também por meio de representação dos ministérios da Justiça, Transportes, Saúde e Educação. Igualmente integram o comitê entidades da sociedade civil no qual a ANTP é representada por seu presidente, Ailton Brasiliense Pires, e pelo coordenador do Escritório de Brasília e do MDT, Nazareno Affonso.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Presidente Dilma anuncia a doação de 30 mil bicicletas e capacetes para alunos de 81 municípios

Foco do programa são os alunos que moram de 3 km a 15 km de onde estudam ou em locais com acesso precário


Crianças maiores de seis anos, de todas as regiões do país, poderão ganhar nos próximos meses uma bicicleta para ir à escola.
O foco do projeto do governo federal são estudantes que moram de 3 km a 15 km de onde estudam ou em locais de acesso precário, onde veículos motorizados -como o ônibus escolar- não conseguem chegar.
Nesses casos, os alunos irão de bicicleta até o ponto de ônibus mais próximo. Para participar do programa, é preciso que a criança tenha autorização dos pais.
A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem a doação de 30 mil bicicletas escolares e capacetes para 81 municípios em projeto-piloto.
Até o fim do ano, a ideia é chegar a 100 mil bicicletas. A iniciativa integra o projeto Caminho da Escola, criado para auxiliar os municípios na renovação da frota de veículos escolares.
"É um meio para facilitar o acesso à escola ou ao ponto de ônibus. Não vai substituir totalmente os veículos automotores ou barcos", disse José Maria Rodrigues de Souza, coordenador de apoio à manutenção escolar, do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
Estados e municípios também poderão comprar as bicicletas com recursos próprios. Até agora, 26 cidades e o Distrito Federal demonstraram interesse em adquirir mais de 7.000 unidades.
A definição de quais estudantes receberão a "bike", os trajetos seguros e a modalidade da doação -se o aluno fica com a bicicleta ou devolve ao fim do ano letivo- será feita por gestores locais.
A recomendação, no caso daquelas cedidas pelo governo, é que sejam doadas aos alunos após dois anos de uso. Se o estudante deixar a escola, devolve a bicicleta.
Em Ubatuba (litoral paulista), a ideia foi bem recebida pelos alunos da Escola Presidente Tancredo Neves, onde 60% já vão pedalando para a aula.
Cinco crianças da escola participaram, em 2010, de uma pesquisa do Ministério da Educação para definir o modelo adotado no projeto.
Leonardo Araújo Silva, 15, sugeriu que tivesse marchas e refletores e que o selim fosse mais confortável.
Os modelos escolhidos custam de R$ 240 a R$ 268.
Segundo o secretário-adjunto de Educação do DF, Erasto Fortes, o projeto será adotado experimentalmente em duas escolas da cidade-satélite Recanto das Emas no segundo semestre.
Serão distribuídas bicicletas para todos os alunos com mais de 14 anos e que moram a até 7 km da escola.
"É um meio de transporte cheio de vantagens: mexe com a saúde, com o esporte e colabora com o ambiente."
Coordenadora da ONG Criança Segura, Alessandra Françoia vê o projeto com cautela. "A bicicleta pode ser muito insegura se for simplesmente entregue à criança." Ela diz que é necessário trabalhar com os alunos e a comunidade para criar um "ambiente seguro".
Danilo Blank, do departamento de segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria, concorda. "Crianças e adultos devem ser treinados para obedecer a sinalização."

quarta-feira, 18 de maio de 2011

DECADA MUNDIAL DA SEGURANÇA VIÁRIA

ANTP e entidades levarão suas propostas para o Comitê Nacional de Mobilização pela Saúde, Segurança e Paz no Trânsito

Está prevista para junho uma reunião Comitê Nacional de Mobilização pela Saúde, Segurança e Paz no Trânsito, quando será debatida a proposta do plano decenal do governo para a redução de mortos e feridos no trânsito. “A essa reunião, levaremos o documento formulado pela ANTP e por outras organizações e que reune 44 propostas de ação imediata para reduzir o número de mortos e de feridos no trânsito. Esse texto é uma contribuição para o esforço nacional para minimizar a barbárie do trânsito em todo o País; é um documento que está disponível, em sua forma integral ou em formato resumido, no Portal da ANTP”, disse o dirigente. O Comitê. O Comitê de Saúde, Segurança e Paz no Trânsito foi, instituído por decreto presidencial em 19 de setembro de 2007. A coordenação desse comitê é do Departamento Nacional de Trânsito (Dentran), vinculado ao Ministério das Cidades. O governo federal dele participa também por meio de representação dos ministérios da Justiça, Transportes, Saúde e Educação. Igualmente integram o comitê entidades da sociedade civil como a ANTP e a Associação Brasileira de Medicina e Tráfego (Abramet).

PLANO NACIONAL

No dia 11 de maio, quando o governo lançou o Pacto Nacional pela Redução de Acidentes no Trânsito – Pacto pela Vida foi assinalado que um dos objetivos dessa iniciariva é a construção do Plano Nacional de Redução de Acidentes e Segurança Viária para a Década 2011-2020, com a participação de toda a sociedade (veja matéria sobre o lançamento em outras notas desta edição). "Por isso, a ANTP e as outras organizações que têm condições de contribuir se esforçaram para apresentar um documento com propostas", disse o Ailton Brasiliense Pires. Pilares do plano governamental. Os pilares que fundamentam as ações do plano governamental foram apresentados no evento do dia 11 pelo diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Orlando Moreira da Silva. São eles: ações de gestão e fiscalização; educação; saúde; infraestrutura; e segurança veicular; que deverão ser executadas por todos os órgãos de trânsito nos três níveis de governo. Nova resolução. Esse plano decenal deve substiutir a Resolução 166, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que introduziu a Política Nacional de Trânsito. Ela foi instituída no em setemebro de 2004 e tinha metas para serem alcançadas até em 2014, mas que não foram atingidas”, informou o presidente da ANTP, que era diretor geral do Denatran daquela ocasião. O novo plano provavelmente será definido por meio de uma nova resolução do Contran, que substituirá aquela de 2004.

terça-feira, 15 de março de 2011

DÉCADA MUNDIAL DA SEGURANÇA VIÁRIA 2011/2020

Nos EUA, presidente da ANTP participa do II Encontro Global de ONGs para a Segurança Viária e Defesa das Vítimas do Trânsito

O presidente da ANTP, Ailton Brasiliense Pires, participa nos dias 14 e 15 de março de 2011, em Washington, capital dos Estados Unidos, do II Encontro Global de Organizações Não-Governamentais para a Segurança Viária e Defesa das Vítimas do Trânsito. A reunião foi programada para a Sede Regional para Américas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Objetivos. Esse encontro busca estimular e facilitar o apoio das ONGs à Organização Mundial da Saúde quanto ao lançamento e implementação da Década de Ação para a Segurança Viária – 2011-2020. O lançamento da ação está agendada para 11 de maio de 2011.

Aliança global. Segundo o médico Etienne Krug, diretor do Departamento de Prevenção da Violência, de Lesões e de Deficiências, da OMS, a ideia dessa série de encontros é criar uma aliança global de ONGs para pela segurança viária e em defesa das vítimas do trânsito, reforç ando a capacidade dessas organizações de atuarem com os meios de comunicação e também compartilharem conhecimentos, experiências e abordagens.

Preparação. A OMS acredita que a reunião constituirá uma importante oportunidade para que as ONGs se preparem para o lançamento da Década de Ação para a Segurança Viária - 2011-2020.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Recalls serão monitorados pelo Denatran

As informações sobre recall de veículos farão parte do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). A partir desta quinta-feira (17/3), os consumidores poderão saber, através do número do chassi do carro, no site do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) se há algum recall pendente. Os chamados que não forem atendidos no período de um ano passarão a constar no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). As informações são da Agência Brasil.

A pesquisa vale apenas para as convocações feitas após esse dia, e a inclusão dos recalls, além dos números de veículos e de chassis permitirá que o Denatram monitore o andamento das campanhas promovidas pelas montadoras.

As mudanças foram adotadas após a edição de uma portaria conjunta entre os ministérios da Justiça e das Cidades, e segundo o coordenador geral de Assuntos Jurídicos do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, Amaury Olivar, a grande novidade dessa ferramenta é a ampliação do acesso à informação. "Creio que isso vai contribuir para o aumento da quantidade de recalls. O consumidor pode entrar no site, coloca o número do chassi e descobre se [o carro] é objeto de recall. É importante destacar que a responsabilidade do recall é sempre da montadora", afirmou.

Em fevereiro deste ano, a demora de 60 dias dos recalls da montadora Toyota e do grupo Caoa, distribuidor da Subaru no Brasil, fez com que o DPDC, aplicasse multas que somam quase R$ 1,5 milhão às duas empresas.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sociedade do automóvel


O que significa para a sociedade como um todo um aumento de 146% nas vendas de veículos automotores em apenas um mês?

Para muitos não significa simplesmente nada, uma vez que não fazem parte da mísera fatia de 20% da população brasileira que tem poder aquisitivo para investir num carro, e efetivamente utilizá-lo, e continuará preso em um transporte coletivo de péssima qualidade e baixíssima mobilidade, fruto da falta de espaço nas vias públicas do país.

Para outros, é o mais evidente sinal da solidez da economia brasileira. Nesse grupo estão os estrelados de plantão que se vangloriam de uma estabilidade econômica que teve suas raízes na época da ave exótica.

Agora, para um grupo, isso significa o mais forte sinal de atraso no que diz respeito a políticas públicas de mobilidade urbana. Mostra que somos incapazes de discutirmos de forma clara e objetiva o assunto, que nossos gestores não estão preparados, e aparentemente desinformados com o que acontece no mundo, e que continuamos achando que ter um carro é o máximo.

Quanto maior o número de carros, maiores as chances de um acidente, já que o espaço disponível para circulação de veículos permanece o mesmo. Quanto maior o número de acidentes, maior o número de vítimas, óbvio. Quanto mais vítimas, mais dinheiro público é gasto no atendimento e tratamento dos envolvidos. Entretanto, acidentes de trânsito não são meras fatalidades, e sim, a somatória do despreparo e da imprudência dos motoristas, multiplicados pela impunidade e desrespeito à vida.

Sinceramente, não vejo nenhuma diferença entre uma pessoa que, intencionalmente ou não, avança num sinal de pare e mata alguém no trânsito, com outra que, também intencionalmente ou não, puxa o gatilho de uma arma e mata uma pessoa num bar. Em ambos os casos, eu trataria como crime doloso, uma vez que todos nós sabemos a letalidade de um veículo e de um revólver. Infelizmente, devido à subjetividade das leis, podemos ter infinitas interpretações.

Não entendo porque comemorar o crescimento das vendas de veículos automotores, muito pelo contrário, vejo isso com profundo pesar. Assim como crescem as vendas, também irão crescer as estatísticas de acidentes, de mortes e conseqüentemente, de impunidade.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

11 dicas para evitar uma multa de trânsito

10 dicas para evitar uma multa de trânsito

Atitudes corretas do dia a dia muitas vezes são negligenciadas - confira algumas


Às vezes, a rotina deixa a pessoa descuidada de certos aspectos na hora de dirigir. E isso pode ocasionar uma ou mais multas. Aqui vão algumas dicas de coisas que os motoristas são obrigados a fazer, mas as vezes acabam esquecendo.

1 - Respeite os limites de velocidade estabelecidos. Em uma avenida livre, é mais fácil apertar o pedal do acelerador com um pouco mais de força para ganhar tempo. Mas isso pode causar uma multa por guardas de trânsito ou radares, além de aumentar as chances de causar um acidente.

2 - Dirija com responsabilidade. Às vezes um motorista apressado negligenciam a segurança e fazem diversas manobras acrobáticas e ousadas, o que deve ser evitado. Caso contrário, pode causar um acidente ou mesmo chamar a atenção de um policial, pode aplicar uma multa por direção perigosa e excesso de velocidade.

3 - Não utilize o telefone celular. Não faça chamadas e muito menos envie mensagens de texto. Isso retira grande parte da concentração do motorista e pode causar acidentes, sem falar na multa por infringir um código de trânsito.

4 - Utilize sempre o cinto de segurança. Além de ser uma parte essencial do carro qaunto a segurança, é uma obrigação do motorista. Afinal, mesmo em pequenos trajetos e em baixas velocidades nunca se sabe quando o cinto pode salvar uma vida. No banco de trás o cinto também deve ser usado.

5 - Respeite os sinais de trânsito. Em algumas partes do mundo pode se avançar o sinal em certas horas da noite, desde que seja feito com cuidado. Mas durante o dia é muito importante que não se ultrapasse o sinal vermelho, ou pode-se causar um acidente ou ganhar um bem merecia pena. Outra dica é não obstruir os cruzamentos. Se a luz está verde, mas não tem espaço suficiente a frente, melhor ficar parado e evitar uma multa.

6. Não dirija nos acostamentos. Por mais pressa se tenha, é importante ter este espaço somente para veículos de emergência, ou carros que tenham tido algum problema.

7 - Respeite as sinalizações. Ao dirigir é importante estar atento no que acontece ao redor. Grande parte dos acidentes de trânsito são porque as pessoas não olham para os sinais ou o fazem demasiadamente tarde. Ao ignorar um sinal também está se comentendo uma infração de trânsito.

8 - Esteja sempre atento. A pressão de estar atrasado pode existir, mas não justifica negligenciar acontecimentos ao redor. Fazer diversas coisas ao dirigir ou mesmo andar muito distraído podem ser interpretado como uma falta de atenção e são puníveis com multa.

9 - Mantenha seu veículo em boas condições. Quebrar o carro no meio da rua obstruindo o tráfego é passível de punição. Outra multa que pode ser aplicada é em um veículo que parou por falta de gasolina. Portanto muito cuidado com o veículo é fundamental para evitar multas.

10 - Respeite os agentes e policiais do trânsito. Caso o motorista seja parado, o melhor a se fazer é ouvir pacientemente o que o guarda tem a dizer. É bem educado quem souber lidar com estas situações.

11 - Mantenha os pagamentos em dia. DPVAT, Seguro e Licenciamento devem ser pagos todo ano. Não esqueça de levá-los em todas as vezes que utilizar o veículo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Teste de trânsito


Faça o teste de 10 itens sobre o trânsito.




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Depois me conte quantos acertos teve, ok?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Quem mora em via com trânsito sofre mais com poluição, diz estudo

Jovens tendem a ser hospitalizados nessas áreas, revela pesquisa da USP.Centro de São Paulo apresenta maior concentração de poluentes.

Uma pesquisa da USP revela que nas regiões de maior tráfego de veículos a saúde dos jovens e crianças é mais afetada neste inverno seco.

“As pessoas que moram nessas regiões apresentaram uma maior chance de serem hospitalizadas por problemas respiratórios nesses eventos em que há a poluição do ar”, explica a pesquisadora Giovana Moser de Toledo.

Na tarde desta segunda (23), nenhuma das 20 estações de medição da qualidade do ar na região metropolitana indicou boas condições. Em cinco, o ar estava inadequado.

Nesta época, aumenta o número de crianças com doenças respiratórias e os ambulatórios da cidade ficam lotados. Em um hospital infantil do Centro, a cada cem pacientes atendidos, 80 estão com problemas para respirar.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Motocicletas podem ter velocidade limitada a 60 km/h


A Câmara analisa, assim que voltar do recesso no início de agosto, o Projeto de Lei 7608/10, do deputado José Chaves (PTB-PE), que determina o uso obrigatório, em motocicletas, motonetas e ciclomotores, de um dispositivo para limitar a velocidade a no máximo 60 quilômetros por hora. O objetivo, segundo o autor, é dar mais importância às vidas dos motociclistas do que à agilidade dos deslocamentos.

Chaves ressalta que, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 7 de cada 100 acidentes com automóveis têm vítimas, e no caso das motocicletas essa proporção é de 71 para 100. Além disso, de acordo com o IPEA, os acidentes envolvendo motocicletas custam ao Brasil cerca de R$ 685 milhões por ano.

“Esses números revelam a gravidade do problema, gerado, em grande parte, pela velocidade desenvolvida por esses veículos, que coloca os seu condutores em situação de risco permanente”, afirma.

A proposta muda o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) e dependerá de regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Agencia Câmara

postado por: Cristina Baddini Lucas

terça-feira, 27 de julho de 2010

Usuários de fretados caíram pela metade em São Paulo





Um ano após a restrição à circulação de ônibus de transporte privados, os chamados fretados, na zona central de São Paulo, o número de usuários do serviço caiu a menos da metade, segundo o sindicato da categoria Transfretur. A Companhia de Engenharia de Tráfego, órgão da prefeitura que monitora o trânsito da capital paulista, estimou em 11% a melhora na fluidez.


As regras começaram a vigorar no dia 27 de julho de 2009 e valem para dias úteis, das 5h às 21h, quando os veículos não podem circular na chamada zona máxima de restrição aos ônibus fretados (área de 70 km² a partir do centro da cidade São Paulo).
O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento para Turismo da região metropolitana de São Paulo, que representa os proprietários de empresas de transporte privado de passageiros, divulgou nota em que estima o prejuízo acumulado no último ano em R$ 1,280 bilhão devido à mudança. Segundo o Transfretur, as perdas refletem diminuição no número de usuários do serviço e a necessidade de substituir ônibus por vans para se adaptar à regulação, entre outros custos antes inéditos.



O Transfretur afirma que, dos 20 mil passageiros que usavam o serviço, mais de 9 mil abandonaram os coletivos de aluguel pelo transporte individual. "Nosso negócio, dentro da zona máxima de restrição, ficou praticamente inviabilizado. Dezoito empresas deixaram de operar, entre aproximadamente cem", diz o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento para Turismo da região metropolitana de São Paulo, Jorge Miguel dos Santos.
Ainda de acordo com Santos, a restrição provocou redução da frota, de 490 para cerca de 200 ônibus que fazem transporte privado. Para substituir os veículos grandes, com capacidade para 50 lugares, são necessárias ao menos três vans para 9 lugares. "O custo do transporte com vans praticamente dobra", diz Santos.



O embarque e desembarque de passageiros passou a acontecer em pontos específicos para o transporte coletivo privado. As empresas que não cumprirem a legislação terão de pagar multa de R$ 2,5 mil por veículo considerado irregular e ainda correm o risco de perder o Termo de Autorização (TA) e o Certificado de Vínculo ao Serviço (CVS). Fretados clandestinos podem receber multa de R$ 3,4 mil e ter o veículo apreendido.
Em 11 de fevereiro de 2010, a Secretaria Municipal dos Transportes de São Paulo publicou portaria no Diário Oficial do Município de São Paulo determinando a instalação de GPS em veículos de fretamento. Em abril, as empresas de fretamento conseguiram liminar na Justiça que permitia circular sem a instalação do GPS. O setor ainda moveu na Justiça uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a lei. A ação está sob análise do Tribunal de Justiça.
Em 1 ano, 2 dias a menos de sonoA estudante e coordenadora de atendimento Larissa Reni Jeronymo, 22 anos, costumava pegar sua condução na rua em que mora, em São Bernardo do Campo, região do grande ABC Paulista, e sair a uma quadra do trabalho, na rua Peixoto Gomide, região da avenida Paulista. A restrição ao embarque e desembarque de fretados a obriga a combinar um Metrô com o ônibus. Resultado: menos 15 minutos de sono, todos os dias.
A rotina começa todo dia às 5h45, horário em que toma o ônibus. Após pouco mais de uma hora de deslocamento, desembarca na estação Sacomã. De lá, viaja até a estação Consolação e chega por volta das 8h ao trabalho. "O que pega mesmo é o conforto. Ao invés de ir dormindo em um ônibus confortável, tenho de encarar a agitação de um trem lotado muitas vezes de pé logo às 7h", diz.



O balanço de Clarissa é de ter perdido dois dias inteiros de sono. Sem 15 minutos todos os dias e estimando os dias úteis em aproximadamente 200, a perda de sono é de 50 horas no total. "Faz muita falta", afirma.
Redação Terra
postado por: Cristina Baddini Lucas

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Acidentes com motos matam uma pessoa por dia em São Paulo


FOLHA DE S.PAULO - SP - 18/07/2010


Acelerar sobre duas rodas é desafiar a morte a cada metro de asfalto, e são muitos os que não chegam ao final da corrida. Hoje, os acidentes com motos matam pelo menos uma pessoa por dia só na cidade de São Paulo. É segunda causa de morte no trânsito. Entre as vítimas, estão muitos motoboys.

Quando, onde e por que vai acontecer o pior? O medo anda sempre junto com os motoqueiros.

O soldado Carlos Eduardo sabe disso. Ele é um bombeiro que também trabalha sobre duas rodas. "Com a motocicleta, a gente chega muito mais rápido do que com a viatura de resgate. Então, foi criado para chegar e dar os primeiros atendimentos até uma unidade de resgate chegar", explica.

Eles trabalham em dupla e levam na mochila material de primeiros socorros. Às vezes, só mesmo pela calçada para seguir em frente.

O Globo Repórter acompanhou o soldado Carlos Eduardo e chegou a um acidente de trânsito. O motoboy estava caído no asfalto. Tentou passar entre um carro e um ônibus e não deu. "Ele bateu em mim e saiu rolando. Passou uns três dedos da roda do ônibus a cabeça do rapaz", conta o motorista do carro Paulo Beraldo.

"É chocante. A gente fica com um sentimento culposo, mas fazer o quê? Acabou com meu dia hoje”, declara o motorista do ônibus Avelino de Jesus.

"Eles têm muita pressa, só querem saber de chegar e não se preocupam com a própria vida deles. Essa é nossa rotina: socorrer motoqueiros todos os dias", afirma o soldado bombeiro Carlos Eduardo.

E lá vai mais um motoboy ferido para o hospital. Na rua, as marcas vão apagar logo.

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FOLHA DE S.PAULO - SP - 18/07/2010

Frota de moto supera a de carro em metade do país



Caixa de texto: Dados mostram que em 46% das cidades veículo de duas rodas é maioria. Índice se limitava a 26% no começo da década; na média, a cada três dias um novo município entra na lista






O office-boy virou motoboy. O transporte público se rendeu ao mototáxi. O jegue deu lugar à moto. E, para escapar de engarrafamentos ou de ônibus caros, lentos e desconfortáveis, muita gente decidiu se tornar motociclista.

O fenômeno notado desde os anos 90 está perto de ganhar um status de predominante: quase metade das cidades brasileiras já tem mais motocicletas do que carros.

Mapeamento da Folha a partir de dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) mostra que 46% dos municípios, onde vive um a cada quatro habitantes do país, têm uma frota onde as motos são majoritárias. O índice se limitava a 26% no começo da década. Na média, a cada três dias uma nova cidade entrou na lista.

Embora esse domínio esteja concentrado em municípios pequenos e médios, são claros os sinais de avanço em grandes centros urbanos.

Duas capitais, inclusive, já têm as motos como preponderantes em suas frotas: Boa Vista (RR) e Rio Branco

MOTIVOS

Essa expansão mostra a consolidação de um transporte típico de países asiáticos, como Índia e Vietnã, e que é motivo de preocupação por ser vulnerável e provocar mais mortes em acidentes -além de mais poluente.

Além da má qualidade dos ônibus, a principal razão do avanço das motos é seu preço e facilidade de financiamento -há prestações de R$ 100. O fenômeno foi estimulado pelos vários níveis de governo, com queda de impostos e legalização de mototáxis.

Especialistas reconhecem a importância das motos para a mobilidade das pessoas. O resultado social, entretanto, é considerado negativo.

O número de motociclistas mortos no país saltou de 725 em 1996 para estimativas acima de 8.000 no ano passado.

O engenheiro e sociólogo Eduardo Vasconcellos cita dois agravantes da expansão desse transporte no Brasil. O primeiro é que, enquanto a população da Ásia sempre conviveu com muitas bicicletas, aqui as pessoas não sabem lidar com veículos de duas rodas -seja na travessia seja para se equilibrar.

O segundo é a mistura de motos com caminhões e ônibus. "Não tem volta. É preciso reprogramar o trânsito."

Ele se refere a ações como redução de limites de velocidade, separação dos veículos grandes e fiscalização dos infratores -hoje muitos radares não flagram motos.

"O problema não é do veículo em si, mas da educação dos condutores", defende Moacyr Alberto Paes, da Abraciclo (associação dos fabricantes de motocicletas).

O aumento da frota de carros no Brasil nos últimos cinco anos foi de 40%, menos de metade do ritmo de crescimento das motos -105%.

Mesmo assim, há mais carros (35,4 milhões) do que motos (15,3 milhões) no país devido às grandes capitais.


PROPORÇÃO


Quem vive em São Paulo pode se impressionar com a quantidade de motoboys enfileirados em grandes vias. Mas a capital paulista tem 7 motos por 100 habitantes, contra mais de 26 por 100 habitantes em Ji-Paraná, segundo município mais populoso de Rondônia -onde os ônibus urbanos não chegam a 30, contra 200 mototáxis.

Em Tefé (AM), a quantidade de motos -4.464- equivale a nove vezes a de carros. Não é à toa: sem estradas, seus acessos são feitos por barco ou avião. "É uma emoção viver nesta cidade, com tantas motos", diz a bióloga Lorena Andrade, em referência ao zigue-zague num lugar onde semáforos e faixas de pedestres são escassos.

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FOLHA DE S.PAULO - SP - 18/07/2010

Municípios têm mais veículos que habitantes



Caixa de texto: Santa Bárbara do Monte Verde tem 187 veículos para cada cem pessoas. Proximidade com o Estado do RJ, onde IPVA é mais caro, favorece registro nessa e em outras duas cidades








Santa Bárbara do Monte Verde, na Zona da Mata mineira, tem apenas quatro avenidas, uma delas sem asfalto, e 5.603 veículos -quase dois, na média, para cada um de seus 2.999 habitantes.

A cidade, a 319 km de Belo Horizonte, tem a maior proporção de veículos por habitantes do Brasil: são 187 para cada cem pessoas.

Está no bolso a explicação para Santa Bárbara do Monte Verde, que não tem nenhuma concessionária de automóveis e ficou três anos sem posto de gasolina -até um ser reinaugurado há quatro meses-, liderar o ranking.

O IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) cobrado em Minas é mais barato que no Estado do Rio, logo ao lado.

De acordo com a tabela da Secretaria da Fazenda de Minas Gerais, a alíquota do imposto para "automóveis de uso misto com autorização para transporte público", como táxi ou escolar, é de 2%. No Rio, a alíquota é de 4%.

A Folha apurou que a diferença de valores é aproveitada por empresas frotistas, que, apesar de sediadas no Rio, como nas cidades vizinhas de Rio das Flores e Valença, registram seus carros em municípios mineiros.

Além disso, em MG as taxas de primeira licença e primeiro emplacamento são mais baratas que as do Rio.

"Já teve gente que pagou R$ 350 só para emplacar seu primeiro carro no Rio. Aqui, não cobramos nada", afirmou o delegado Alexandre Pereira, diretor do Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Rio Preto (MG), cidade vizinha de Santa Bárbara do Monte Verde.

O município -que também não tem concessionária, mas registra 7.630 veículos e 5.631 moradores- é o segundo na média de veículos por 100 habitantes (135).

"Meus tios moram no Rio de Janeiro, mas emplacaram o carro em Santa Bárbara [do Monte Verde]. Sai mais barato ter o registro do carro aqui", afirmou a enfermeira Angélica Lourenço, 25.

Metade dos recursos do IPVA amealhados pelo Estado vai para o município arrecadador. O prefeito de Santa Bárbara do Monte Verde, Fábio Nogueira (PSC), afirma não ver problemas em receber verbas que, em tese, deveriam ir para o Rio.

"Assumi o cargo em 1º de janeiro de 2009 e a situação já era assim. Não cabe a mim controlar", disse. Segundo o prefeito, o IPVA representa 10% da receita do município.


ESPÍRITO SANTO


Uma ponte de 60 metros separa Bom Jesus de Itabapoana (RJ) de Bom Jesus do Norte (ES). Com 9.672 habitantes e uma frota de 11.802 automóveis, a cidade capixaba, que não possui loja de venda de carros, é a terceira do país na média de veículo para cem habitantes (122).

Assim como nas duas primeiras colocadas, boa parte dos carros registrados lá pertence a fluminenses. A distorção, novamente, é explicada pela alíquota do IPVA: no Espírito Santo, 2% para carro de passeio ; no Rio, 4%.

postado por: Cristina Baddini Lucas

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mobilidade urbana é desafio para a Copa



Segundo o Governo Federal, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana investirá R$ 7,68 bilhões em 47 projetos que visam melhorar os sistemas de transporte nas cidades-sedes da Copa.
Os investimentos federais, somados às contrapartidas estaduais e municipais, deverão totalizar quase R$ 67 bilhões destinados a facilitar o deslocamento dos que vierem assistir aos jogos no Brasil.
A promessa é que os 12 municípios passem por melhorias que incluem a construção de corredores de ônibus rápidos, os chamados BRTs (Bus Rapid Transit), construção de sistemas de transporte sobre trilhos, estações de transferência, terminais e sistemas de monitoramento, corredores exclusivos de ônibus e até um trem-bala que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro.
Contrariando a opinião do secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, que afirmou que “falta tudo” para que o Brasil consiga organizar o evento em quatro anos, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Teixeira, informou que o programa da mobilidade urbana do governo está “bem adiantado”.Não é o que pensa o diretor do Green Mobility Brazil e colunista do Portal EcoD, Lincoln Paiva. Para ele, mais do que pensar na infraestrutura, é importante criar mecanismos que financiem a infraestrutura calcada na demanda de mobilidade para corrigir o Gap (lacuna), quando a economia crescer.
“Antes de pensar na Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 é preciso pensar na mobilidade sustentável para 2020, incluindo obviamente os mega-eventos, crescimento econômico e os impactos nas dimensões sociais, ambientais e econômicas."


postado por: Cristina Baddini Lucas

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ranking de trânsito ruim: São Paulo está em sexto lugar






A cidade de São Paulo tem o sexto pior trânsito do mundo, de acordo com uma pesquisa feita pela IBM. O estudo Commuter Pain, divulgado nesta quarta-feira (30), reuniu avaliações de 8.192 motoristas de 20 cidades em cinco continentes, ao longo de dois anos




À frente da capital paulistana no inglório ranking estão cidades como Johanessburgo (África do Sul), Moscou (Rússia) e Nova Delhi (Índia). A cidade chinesa de Beijing é a primeira colocada, com as piores condições de tráfego. Em São Paulo, 61% dos motoristas entrevistados acha que a situação do trânsito piorou muito nos últimos três anos.




Este resultado, de acordo com a pesquisa, se torna visível não apenas nas ruas: 55% dos paulistanos que enfrentam o trânsito no dia a dia afirmaram que, de alguma forma, as más condições de tráfego afetaram sua saúde, aumentando os níveis de estresse e raiva.



Os prejuízos à saúde são mais bem compreendidos quando se leva em conta outros aspectos do estudo. Em São Paulo, 45% dos motoristas relataram que já alteraram planos de viagens ou férias pensando nos problemas que enfrentariam nas estradas e rodovias.



A IBM perguntou a todos os motoristas participantes o que eles fariam se o tempo de deslocamento diário no trânsito diminuísse. Cerca de 50% deles disseram que passariam mais horas com a família e com amigos. Outros 44% afirmaram que se dedicariam a atividades físicas.
Para 52% dos motoristas paulistanos, tanto o estresse quanto o tempo gasto no trânsito poderiam diminuir se o governo investisse na melhora dos transportes públicos.




quarta-feira, 2 de junho de 2010

MP cobra cadeirinha em van escolar

CONTRAN deve explicar por que veículos escolares foram excluídos da norma que impõe itens de segurança no transporte de crianças

O Ministério Público Federal (MPF) quer que o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) explique até o dia 20 por que excluiu vans e peruas escolares da obrigatoriedade de transportarem crianças com até 7 anos e meio em dispositivos de segurança, como bebê conforto, cadeirinha e booster. Portaria que começa a valer em todo o País na quarta-feira determina a regra a todos os veículos de passeio.
Quem for flagrado com crianças a bordo do veículo sem esses dispositivos será multado em R$ 191,54 e receberá 7 pontos na carteira de habilitação. Pela norma, crianças de até 10 anos devem ser transportadas no banco traseiro com retenção.
Autor do inquérito civil aberto na semana passada para investigar as causas da exclusão dos veículos escolares, o procurador regional Jefferson Aparecido Dias, do Ministério Público Federal (MPF), disse que se não for convencido de que os argumentos procedem, poderá fazer uma recomendação ao CONTRAN para que o transporte escolar também seja incluído na resolução.
Em abril, o presidente do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) e diretor do CONTRAN, Alfredo Peres da Silva, afirmou que já estudava estender a regra para o transporte escolar.
Peres reafirmou o plano no último dia 18, em palestra na Universidade de Campinas (Unicamp) que reuniu ONGs ligadas aos direitos da criança, montadoras e fabricantes dos equipamentos de segurança. Silva já estaria se reunindo com representantes do Sindicato do Transporte Escolar para falar sobre o tema.
A coordenadora nacional da ONG Criança Segura, Alessandra Françoia, que estava na reunião, acredita que, além dos veículos escolares, os táxis também precisam ser incluídos na nova norma. ''Não podemos pensar que os acidentes acontecem apenas quando elas estão nos carros dos pais.''


Fiscalização será adiada para 1° de setembro

O presidente do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), Alfredo Peres da Silva, anunciou agora a pouco a prorrogação da entrada em vigor da fiscalização do uso dos equipamentos de retenção para o transporte de crianças.
Por meio de Deliberação, que será publicada no Diário Oficial desta quarta-feira, a data para dar início da fiscalização será 1° de setembro deste ano. A decisão do presidente do Contran ocorreu devido à escassez de equipamentos no comércio.
De acordo com Alfredo Peres, o objetivo das regras para o transporte de crianças é educativo. "A intenção não é multar, mas sim conscientizar os pais e demais condutores sobre a importância e necessidade do uso dos equipamentos".
A Resolução 277 do Contran foi publicada em junho de 2008, definindo o prazo de dois anos para a adequação com a previsão de início da fiscalização a partir de 9 de junho de 2010. Segundo a norma, as crianças de até um ano de idade deverão ser transportadas no equipamento denominado conversível ou bebê conforto, crianças entre um e quatro anos em cadeirinhas e de quatro a sete anos e meio em assentos de elevação. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, as crianças até dez anos devem ser transportadas obrigatoriamente no banco traseiro.
A penalidade é a prevista no artigo 168 do Código de Trânsito Brasileiro, que considera a infração gravíssima e prevê multa de R$ 191,54, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e a retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada.



Exigência da cadeirinha ajuda a orientar os pais sobre segurança dos filhos


Equipamentos variam conforme a faixa etária

Pelas normas do Contran, crianças com até um ano de idade devem ser transportadas na cadeira bebê conforto ou conversível. Depois do primeiro ano, e até os quatro anos de idade, os pais devem utilizar a cadeirinha. Para os acima dessa faixa, mas até os sete anos e meio de idade, o dispositivo fixado é o chamado assento de elevação, que ajusta o cinto de segurança à altura da criança. Entre os sete anos e meio e os dez anos, os menores podem utilizar apenas o cinto.

Os pequenos passageiros devem ser levados sempre no banco traseiro do carro, exceto quando a quantidade de crianças com menos de dez anos for superior à capacidade, ou quando o veículo for dotado apenas de bancos dianteiros.

A orientação do Denatran é para que haja bom senso na fiscalização, porque há crianças que são pequenas ou grandes para os equipamentos.

- O código prevê a parada do veículo pelo agente de trânsito e a sua retenção até que seja corrigida a irregularidade ou que a criança possa prosseguir de forma segura. A criança poderá ser transferida para outro veículo, mas não poderá prosseguir de forma indevida.

Estudos nos Estados Unidos já provaram que o uso de dispositivos reduz em 70% o risco de lesões em acidentes. Os equipamentos foram definidos pelo Contran com base no peso e na altura em diferentes faixas etárias:

- A criança estará mais segura e confortável. Não sei como alguns pais estão reclamando tanto. O pai que for pegar carona deve levar a cadeirinha do seu bebe ou criança. Sugiro que a leve também quando for viajar de taxi. Afinal você quer a segurança dos seus filhos em todos os momentos ou não?



Enfim a cadeirinha é obrigatória




A partir quarta feira, 9 de junho não haverá mais discussão: será obrigatório o uso, e não só recomendável, a utilização do dispositivo de retenção adequado para transportar as crianças de até sete anos e meio no automóvel. Conforme a idade, bebê conforto, cadeirinha ou "booster".

Pode parecer carinhosa a imagem do bebê acolhido nos braços da mãe no banco traseiro ou até divertida a da criança inquieta, que pula para lá e para cá no carro em movimento. Quem não imagina os riscos nessas cenas falsamente amistosas irá cometer uma infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e sete pontos na CNH.

A mudança na legislação havia sido determinada dois anos atrás pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito), já que, por enquanto, brechas permitem que as crianças sejam transportadas só com cinto de segurança no banco traseiro.

O cinto é insuficiente. A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou que a utilização correta da cadeirinha reduz em 70% a possibilidade de morte de um bebê em acidente.

Em relatório da entidade do ano passado, a pior avaliação do Brasil, dentre cinco itens de segurança viária, foi em relação ao uso das cadeirinhas: nota 4, numa escala até 10.

Só nos primeiros sete anos desta década, mais de 180 mil crianças foram vítimas de acidentes de trânsito no país, das quais mais de 8.000 morreram.

Hoje há modelos que variam de R$ 150 a mais de R$ 1.000, valores altos para a população de baixa renda. E não há variedade de marcas populares, segundo a Abrapur (Associação Brasileira de Produtos Infantis), que ressalta que a criança precisa de três assentos diferentes até os sete anos e meio.

Mas para quem pode pagar, as opções são consideradas satisfatórias pelo Inmetro. De um ano para cá, só cadeirinhas certificadas pelo instituto podem ser vendidas nas lojas.
Espero que a fiscalização vá a campo.




Carro de 2030 poderá fazer fotossíntese





Durante a World Expo Shanghai 2010, uma montadora chinesa apresentou um projeto de carro para 2030 que absorve CO2 e libera oxigênio.

A ideia da Shanghai Automotive Industry Corporation, parceira da GM na China, é criar um veículo que realize o mesmo trabalho que as plantas fazem durante a fotossíntese.


Além de ser totalmente movido a energias limpas, o veículo YeZ (palavra que, em mandarim, significa folha), ainda teria como benefício o fato de remover o dióxido de carbono da atmosfera.

Ainda não há detalhes técnicos revelados. Por enquanto, sabe-se que o teto absorveria energia solar, enquanto as rodas possuem “pás” para geração de energia eólica.

O veículo de dois lugares teria ainda uma liga mista, orgânica e metálica, que absorveria CO2 e água, transformando-os em eletricidade que seria armazenada em uma bateria de lítio.

Embora o conceito de fotossíntese artificial não seja novo, ele ainda precisa de muito avanço para ser aplicado a um carro – mas, até 2030, os chineses têm um bom tempo para pesquisas…



RODIZIO MUNICIPAL PERDEU A EFICACIA




Quase 13 anos após entrar em vigor, o rodízio municipal de veículos de São Paulo perdeu praticamente toda a eficácia. A velocidade média dos veículos caiu 33% no horário de pico da tarde entre 1997, último ano antes da regra, e 2009 no corredor Consolação/Rebouças/Eusébio Matoso, o único monitorado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para avaliar os efeitos da restrição.

Antes da vigência do rodízio, o tráfego fluía a uma média de 17,5 km/h entre as 17h e as 20h. No ano passado, o índice caiu para 11,7 km/h. Os dados fazem parte do relatório informativo 12.ª Avaliação da Operação Horário de Pico, elaborado pela CET. Desde 1997, a companhia realiza medições da velocidade média dos veículos nas avenidas que compõem esse corredor.

A própria CET reconhece que os resultados obtidos estão abaixo do esperado. "No que se refere à velocidade média do corredor monitorado, os resultados de 2009 foram positivos apenas no período da manhã, pois a velocidade média no horário das 7h às 10h continua superior a antes da Operação Horário de Pico", diz um dos trechos do relatório.

O que levou a companhia a essa conclusão é o fato de a velocidade média dos veículos no pico da manhã estar atualmente apenas 1% acima do registrado em 1997 - passou de 18,5 km/h para 18,7 km/h. A tendência, no entanto, é de queda desse índice ao longo dos anos, se considerado que no primeiro ano após a implantação do rodízio o mesmo horário de pico teve ganho de 24% na velocidade média.

Frota. "A eficácia do rodízio vai se perdendo diariamente porque a demanda de veículos cresce em um ritmo muito acelerado. Por outro lado, o viário permanece o mesmo", diz Jaime Waisman, professor do Departamento de Transportes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

O relatório aponta que a frota da capital cresceu 43,2% entre 1997 e o ano passado. No mesmo período, o aumento da população foi bem menor, de 8%. A cidade possui atualmente um índice de 61 veículos para 100 habitantes. Já o sistema viário paulistano cresceu de 13 mil quilômetros para aproximadamente 16 mil quilômetros desde 1976.

Ontem, a CET não comentou a queda de velocidade no corredor nem explicou por que ele é usado como parâmetro para avaliar o rodízio. Também não respondeu nenhuma das perguntas enviadas pela reportagem. Só divulgou uma nota informando o crescimento do respeito à restrição, que atingiu os maiores índices da década: 90% no pico da manhã e 84%, à tarde.

ALTERNATIVAS

Rodízio par-ímpar

Uma das medidas já cogitadas foi ampliar o rodízio e adotar o esquema de restrição a partir de placas pares e ímpares

Pedágio Urbano

A gestão Gilberto Kassab chegou a enviar para a Câmara o pacote de mudanças climáticas prevendo a medida, que depois acabou retirada

Fim da Zona Azul

Desde 2008, teve início na cidade uma política de proibir estacionamento em alguns lados das vias e acabar com Zona Azul para dar mais fluidez

Caminhões restritos

A Prefeitura determinou restrições à circulação de caminhões na cidade. Por causa da inauguração do Trecho Sul do Rodoanel, estão previstas novas medidas para esses veículos.
AE

sábado, 15 de maio de 2010

Veja a discussão do Seminário Nacional de Mobilidade Urbana da ANTP

Se o transporte público da sua cidade tiver boa qualidade, você deixaria o carro em casa? É possível reverter seu fascínio pelo carro? Você já pensou como será o futuro das cidades e a vida das pessoas com tanto automóvel?

Essa mania parece irreversível. Somos viciados no automóvel e o governo se utiliza de vultosos recursos para universalizar o seu acesso. Bons sistemas de transporte público são essenciais para reduzir a dependência do automóvel, mas não são suficientes. É preciso também que os governos adotem medidas restritivas ao transporte individual motorizado, pois há um grave desequilíbrio entre os investimentos que toda a sociedade faz na infraestrutura rodoviária e o seu uso quase exclusivo por parte de quem anda de carro no dia a dia. É preciso taxar estacionamentos e fazer pedágios urbanos nos grandes centros, destinando os recursos arrecadados aos transportes públicos; acabar com isenções de impostos para compra de veículos; transformar os estacionamentos das vias públicas dos centros urbanos e corredores de circulação em calçadas acessíveis, faixas de ônibus; e investir permanentemente em metrôs, corredores de ônibus e VLTs (veículos leves sobre trilhos), utilizando o sistema viário existente.

Isso deve ser uma preocupação real, pois o espaço viário urbano não cresce na mesma proporção da frota de veículos, provocando um aumento dos congestionamentos e impactos diretos na qualidade de vida. Uma vez mantido as estimativas de crescimento de 2,5% da população urbana brasileira e 4% da frota de veículos da frota de veículos, se constata valores extremamente preocupantes, quando se parte do ano de 1995 quando a frota era de 25 milhões , e hoje 50 milhões , portanto um crescimento de 100% contra o da população no mesmo período de 60%, passando de 120 para 190 milhões.

Considerando essas cifras e tendo como base que os congestionamentos sobem geometricamente em relação ao crescimento da frota, em um quadro já crítico nas principais cidades brasileiras, percebe-se que o modelo de mais carro/mais sistema viário está esgotado, sendo impossível de ser suprido com os recursos do País. O caos que já se verifica atualmente em São Paulo (10 a 15 km/hora no pico) irá piorar significativamente e já está se espalhando pelas demais cidades brasileiras.

O setor de transportes urbanos tem, infelizmente, atuado de forma muito tímida, para não dizer conservadora, com relação ao seu mercado. Temos um setor que, com raríssimas exceções, parece conformar-se com a perspectiva de um transporte público sempre ruim e os governos municipais e estaduais na maior parte dos casos refratários a um trabalho que envolva o conjunto do setor (rodoviários, empresários, usuários, fabricantes) e ainda muito distantes de um trabalho que escute as demandas e expectativas da população através das pesquisas de opinião e dos serviços de atendimento aos usuários.

A expectativa é que no futuro possamos ver em nossas cidades sistemas integrados onde o usuário reduza seu tempo de viagem, sem ser penalizado com acréscimo de tempo de viagem, nos deslocamentos em pequenas distancias e no custo pago por ele para operar o sistema. Outra expectativa é que sejam qualificados os acessos a integração e aos equipamentos de integração entre automóveis, bicicletas e mesmo o pedestre que deve ter uma calçada decente para se locomover com paz e segurança.

Cristina Baddini Lucas, Especialista em Trânsito, Colunista do Diário do Grande ABC, Diretora do Instituto Rua Viva, Assessora do MDT