sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Enfim aprovada a Política Nacional de Mobilidade Urbana
O projeto aprovado pela CI contém 28 artigos distribuídos por sete capítulos. Quanto às diretrizes, dispõe sobre a regulação dos serviços de transporte público coletivo; disciplina a concessão de benefícios e subsídios tarifários, sobre a licitação para concessão e os reajustes de tarifas.
Entre as principais diretrizes a serem observadas segundo a PNMU, destacam-se a precedência do transporte não motorizado sobre o motorizado e do transporte coletivo sobre o individual; a priorização de projetos de transportes coletivos estruturadores do território e indutores do crescimento; a mitigação dos custos ambientais, sociais e econômicos dos deslocamentos; e o estabelecimento de uma política tarifária baseada nos critérios de equidade no acesso aos serviços, de eficiência e de baixo preço.
Como explica o relator na CI, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), o projeto disciplina ainda os direitos dos usuários; as atribuições da União, dos estados e dos municípios, e os instrumentos de apoio à mobilidade urbana, entre outros pontos.
LacunaEm seu relatório, Acir Gurgacz explica que o projeto fixa o marco regulatório para o setor, suprindo "uma lacuna normativa que perdura desde a promulgação constitucional de 1988", para que "os municípios possam executar uma política de mobilidade urbana que promova a acessibilidade universal em suas dimensões econômicas, sociais e culturais, contribuindo para o desenvolvimento urbano sustentável".
No Senado, o projeto já foi aprovado, sem emendas, por quatro comissões: Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); Assuntos Econômicos (CAE); Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA); e Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).
Durante a discussão da matéria, a presidente da CI, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), observou que o projeto é um instrumento importante para fazer a interligação dos diversos tipos modais de transporte existentes nas cidades.Já Walter Pinheiro (PT-BA) afirmou que a proposta é bem vinda também para preparar o Brasil para a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e ainda para atender melhor os moradores que dependem de transporte público.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
São Caetano: táxis para pessoas com mobilidade reduzida começam a circular na cidade

terça-feira, 13 de setembro de 2011
Neste 22 de setembro, acontece a nova edição da Jornada 'Na Cidade, sem Meu Carro”

Por ora, 19 municípios brasileiros, entre os quais nove capitais, aderiram à mobilização pela X Jornada ‘Na Cidade, Sem Meu Carro’, marcada para a quinta-feira da próxima semana, 22 de setembro de 2011. O acompanhamento está sendo feito pelo blog do Ruaviva – Instituto de Mobilidade Sustentável (ver link ao final desta nota), entidade encarregada de organizar nacionalmente a mobilização.
Municípios que já aderiram.
Betim-MG, Botucatu-SP, Brasília-DF, Criciúma-SC, Curvelo-MG, Goiania-GO, Jaguariuna-SP, Joinville-SC, João Pessoa-PB, Maceió-AL, Recife-PE, Resende-RJ, Rio de Janeiro-RJ, Santo André-SP, São Caetano do Sul-SP, São Carlos-SP, São Luís do Maranhão-MA, São Paulo-SP, Vitória-ES.
Reflexão. A
Jornada 'Na Cidade, Sem Meu Carro', é a proposta de um dia de reflexão sobre as conseqüências, já perceptíveis, do uso e privilégios indiscriminados aos automóveis nas cidades.
Catorze anos.
A idéia da mobilização por um dia sem carros surgiu na França, em 1997, e em poucos anos conquistou a União Européia. Em 2008, mobilizaram-se 2102 cidades (34 no Brasil), em 36 países. Na Europa, em 2002, a iniciativa evoluiu para uma semana inteira dedicada à mobilidade, ganhando temas específicos a partir do ano seguinte: Acessibilidade (2003), Ruas seguras para as crianças (2004), Mudança inteligente (2005), Mudança Climática (2006), Ruas para as pessoas (2007) e Ar limpo para todos (2008), Melhor clima para nossas cidades (2009)
No Brasil.
A versão brasileira da Jornada começou em 2001.
Acesse o blog do Instituto Ruaviva para informações sobre a IX Jornada 'Na Cidade, Sem Meu Carro'