Nos países desenvolvidos uma empresa com mais de 100 colaboradores ( pólo gerador de tráfego) não pode mudar para um novo empreendimento imobiliário se não comprovar aos órgãos responsáveis pelo trânsito, que haverá estacionamento necessário para todos os colaboradores que possuem automóvel.
O que acontece em São Paulo atualmente é que essa permissão é exigida apenas da construtora que avalia a capacidade de mobilidade dos colaboradores que irão se deslocar para aquele empreendimento. Então é feito uma suposição de uma possível demanda que obviamente é subestimada pela construtora e enviado ao CET que é responsável pela elaboração de um laudo, aprovação da obra e se necessário a solicitação de contra-partida de infraestrutura compensatória para execução do empreendimento.
Pólo gerador de Tráfego em São Paulo é todo empreendimento que movimente no mínimo 500 deslocamentos, como por exemplo: empresas, clubes. Shoppings, condomínios e etc... A CET é a empresa responsável para analisar o impacto dos pólos geradores de tráfego, cujo objetivo é inserir o empreendimento na malha viária existente, diminuir a perturbação gerada pelo empreendimento, viabilizar a absorção da demanda por estacionamento gerado pelo empreendimento.
Calcula-se que cerca de 70% dos colaboradores de qualquer empresa utilizem automóveis para realizarem seus deslocamentos para trabalhar. Tomemos como exemplo uma nova empresa de mudança para a Região da Av. Berrine, na zona sul de São Paulo, (uma das regiões com muitos pólos geradores de tráfego ), cujo empreendimento movimentará cerca 5.000 funcionários diariamente, esse empreendimento vai necessitar de 3.500 vagas de estacionamentos para acomodar todos os carros de seus colaboradores. Não existe nenhum estacionamento particular na região para acomodar esta demanda e a falta de estacionamentos vai gerar um efeito “cascata” que afetará não apenas o trânsito local, como aumentará o preço dos estacionamentos e farão maior pressão sobre o escasso transporte público daquela região, gerando mais caos na vida do Paulistano.
Quando um novo empreendimento deste porte é inserido num local, gera uma quantidade de deslocamentos indiretos, tais como novos restaurantes, serviços diversos, camelôs, postos de gasolina, academias, shopping que começam a coexistir e movimentar a economia local, aumentando o mercado informal, aumentando o trânsito, e maior congestionamento e maior demanda por transporte público.
Cabe a empresa resolver estas questões com urgência, um trabalhador não pode produzir direito depois de passar 2 horas parado no trânsito.
Existe um movimento internacional das grandes empresas em estabelecerem projetos de mobilidade, por uma questão social, ambiental e principalmente econômica, afinal de contas o trânsito afeta o custo do frete, logística e consumidores parado no trânsito não consomem.
do Blog Mobilidade Sustentável
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
São Paulo é 6º pior trânsito do mundo

São Paulo tem o sexto trajeto mais penoso entre casa e trabalho, atrás de locais como Pequim e Cidade do México.
As informações são de um estudo global da IBM que analisou os problemas enfrentados pelos cidadãos devido aos congestionamentos nas grandes cidades.
A pesquisa foi feita em maio deste ano em 20 cidades de cinco continentes e entrevistou 8.192 motoristas. O objetivo era analisar as diferenças regionais em dois quesitos: tempo de viagem e tempo preso no trânsito. Os entrevistados também deveriam concordar ou não com outras oito afirmações propostas: o preço da gasolina já está muito alto, o trânsito piorou, o tráfego que anda e para é um problema, dirigir causa estresse, dirigir causa irritação, o trânsito afeta o trabalho, o trânsito é tão ruim que as pessoas param de dirigir e se a pessoa decidiu não fazer viagens devido ao trânsito.
Para 67% das pessoas, o trânsito piorou nos últimos três anos, sendo que 18% acreditam que a situação piorou muito. Pequim e Cidade do México têm as viagens para o trabalho mais desconfortáveis, enquanto São Paulo tem o sexto trajeto mais penoso entre casa e trabalho. Moscou tem congestionamentos de até três horas.
No geral, 57% de todos os entrevistados dizem que o trânsito tem efeitos negativos para sua saúde. Em Nova Délhi, este número chega a 96%; em Pequim, 95%. Já 29% dos entrevistados afirmam que o trânsito afetou negativamente seu desempenho no trabalho ou na escola.
Estocolmo se destacou porque apenas 14% dos motoristas entrevistados disseram que o trânsito nas ruas afetou negativamente seu desempenho.
A IBM compilou os resultados da pesquisa em um índice que avalia o custo econômico e emocional das viagens entre casa e trabalho dentro de cada cidade em uma escala de um a 100, sendo 100 o custo máximo.
As informações são de um estudo global da IBM que analisou os problemas enfrentados pelos cidadãos devido aos congestionamentos nas grandes cidades.
A pesquisa foi feita em maio deste ano em 20 cidades de cinco continentes e entrevistou 8.192 motoristas. O objetivo era analisar as diferenças regionais em dois quesitos: tempo de viagem e tempo preso no trânsito. Os entrevistados também deveriam concordar ou não com outras oito afirmações propostas: o preço da gasolina já está muito alto, o trânsito piorou, o tráfego que anda e para é um problema, dirigir causa estresse, dirigir causa irritação, o trânsito afeta o trabalho, o trânsito é tão ruim que as pessoas param de dirigir e se a pessoa decidiu não fazer viagens devido ao trânsito.
Para 67% das pessoas, o trânsito piorou nos últimos três anos, sendo que 18% acreditam que a situação piorou muito. Pequim e Cidade do México têm as viagens para o trabalho mais desconfortáveis, enquanto São Paulo tem o sexto trajeto mais penoso entre casa e trabalho. Moscou tem congestionamentos de até três horas.
No geral, 57% de todos os entrevistados dizem que o trânsito tem efeitos negativos para sua saúde. Em Nova Délhi, este número chega a 96%; em Pequim, 95%. Já 29% dos entrevistados afirmam que o trânsito afetou negativamente seu desempenho no trabalho ou na escola.
Estocolmo se destacou porque apenas 14% dos motoristas entrevistados disseram que o trânsito nas ruas afetou negativamente seu desempenho.
A IBM compilou os resultados da pesquisa em um índice que avalia o custo econômico e emocional das viagens entre casa e trabalho dentro de cada cidade em uma escala de um a 100, sendo 100 o custo máximo.
As cidades tiveram as seguintes pontuações: Beijing: 99, Cidade do México: 99, Johannesburgo: 97, Moscou: 84, Nova Delhi: 81, São Paulo: 75, Milão: 52, Buenos Aires: 50, Madri: 48, Londres: 36, Paris: 36, Toronto: 32, Amsterdã: 25, Los Angeles: 25, Berlim: 24, Montreal: 23, Nova Iorque: 19, Houston: 17, Melbourne: 17, Estocolmo: 15.
São Paulo
Na capital paulista, 61% dos entrevistados afirmam que o tráfego piorou nos últimos anos. A pesquisa revela que 32% dos condutores mudou o local eaforma de trabalhar devido à recessão: 21% estão adotando esquemas de transporte solidário e 15% estão trabalhando mais em casa. Já 60% dos motoristas (a quarta porcentagem mais alta dentre as 20 cidades) trabalham pelo menos um dia por semana em casa, e 16% trabalham os cinco dias em esquema home Office.
Em São Paulo também:
• 73% dos motoristas disseram que o tráfego urbano afetou negativamente a saúde. 55%, tiveram aumento de estresse, o segundo índice mais alto entre todas as cidades, atrás apenas da Cidade do México, com 56%.
• 38% disseram que o tráfego afetou negativamente seu desempenho no trabalho/escola.
• 45% disseram que houve uma ocasião nos últimos três anos em que o tráfego estava tão ruim que eles deram meia-volta e retornaram para casa.
• 47% disseram que decidiram não fazer uma viagem no último mês devido ao tráfego previsto. As viagens mais canceladas foram as de lazer (44%).
São Paulo
Na capital paulista, 61% dos entrevistados afirmam que o tráfego piorou nos últimos anos. A pesquisa revela que 32% dos condutores mudou o local eaforma de trabalhar devido à recessão: 21% estão adotando esquemas de transporte solidário e 15% estão trabalhando mais em casa. Já 60% dos motoristas (a quarta porcentagem mais alta dentre as 20 cidades) trabalham pelo menos um dia por semana em casa, e 16% trabalham os cinco dias em esquema home Office.
Em São Paulo também:
• 73% dos motoristas disseram que o tráfego urbano afetou negativamente a saúde. 55%, tiveram aumento de estresse, o segundo índice mais alto entre todas as cidades, atrás apenas da Cidade do México, com 56%.
• 38% disseram que o tráfego afetou negativamente seu desempenho no trabalho/escola.
• 45% disseram que houve uma ocasião nos últimos três anos em que o tráfego estava tão ruim que eles deram meia-volta e retornaram para casa.
• 47% disseram que decidiram não fazer uma viagem no último mês devido ao tráfego previsto. As viagens mais canceladas foram as de lazer (44%).
EcoPlanet
postado por: Cristina Baddini Lucas
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