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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Hoje deixe o carro em casa


Este é um movimento mundial, que começou no ano 1997 na França, e foi trazido para o Brasil, em 2001, pelo Instituto Ruaviva. O objetivo principal é instigar a reflexão sobre o modelo de mobilidade vigente em nosso país, onde o modo individual de locomoção, o automóvel, ganha cada vez mais espaço em detrimento do transporte publico coletivo.

Então, neste dia, propomos que seja restringido o acesso de automóveis em algumas regiões do espaço urbano, para que as pessoas possam resgatar a rua como local de convívio social, através de atividades de lazer e cultura.

A Jornada visa que os preceitos da Mobilidade Sustentável, onde os pedestres, os ciclistas e principalmente o transporte público são os agente prioritários nos sistemas de mobilidade, entrem de forma definitiva para as agendas das políticas públicas em suas diversas esferas bem como para as pautas dos meios de comunicação.

Vale ainda destacar que este momento é de extrema importância para o Movimento, uma vez que as grandes cidades sofrem com o agravamento da crise de mobilidade, principalmente pelo crescimento indiscriminado do uso do automóvel e da falta de políticas adequadas e de investimentos no transporte público.

Dessa forma estamos aguardando o engajamento dos brasileiros que estejam realmente comprometidos na promoção de cidades mais aprazíveis e mais justas na divisão do espaço urbano.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Toyota equipa carro elétrico com som


Um aparelho opcional está sendo oferecido pela Toyota aos clientes que possuem o carro híbrido da empresa. Trata-se do “Approaching Vehicle Audible System”, um sistema que emite um som dependendo da velocidade em que o carro se encontra para avisar pedestres e ciclistas.

Na maioria das vezes, o barulho dos carros é proporcionado pelo contato dos pneus com o asfalto, e não pelo motor. Mas, em uma velocidade muito baixa (abaixo de 25 km por hora), os pneus fazem muito menos barulho o que poderia ser um perigo para quem está passando. Esse barulho poderia avisar pedestres e ciclistas de que um automóvel se aproxima, por exemplo.

Talvez o que o mundo menos precisa é de um carro que faça tanto barulho, afinal, os moradores das grandes cidades sabem o quão irritante é estar parado em um engarrafamento com vários carros buzinando. No entanto, este pode ser um primeiro passo para tornar os carros elétricos mais seguros.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tênis gera energia em caminhada



Pesquisador da Universidade Louisiana Tech, nos Estados Unidos, cria sapato que armazena a energia das caminhadas.
A tecnologia desenvolvida pelo Dr. Ville Kaajakari coleta energia com um gerador colocado dentro da sola de um calçado – no caso, um tênis.
O sistema é baseado e um novo circuito de regulação que converte carga piezoelétrica em voltagem adequada para carregamento de baterias ou para abastecer diretamente equipamentos – como celulares.
Ele usa um material barato, que é macio e resistente, e tem as mesmas propriedades dos amortecedores dos tênis. Assim, os usuários não notariam a diferença ao praticarem atividades físicas.
O objetivo final é utilizar o sistema para abastecer celulares, MP3 players e outros dispositivos. Isso, no entanto, deve demorar um pouco – uma vez que, como outros aparelhos similares, este ainda não gera quantidade de energia suficiente para tais gadgets.

Carros Conceito



Todos os dias somos bombardeados de novidades do mundo automobilístico. E quando se trata de conceitos sustentáveis os designers são ainda mais criativos e desenham carros futuristas que, para muitos, extrapolam os limites da realidade.


Helios Concept


Esse conceito foi desenvolvido pelo estudante de design Kim Gu-Han, na Universität Duisburg-Essen, na Alemanha, e foi o vencedor do prêmio Interior Motives Design Awards 2008 na categoria Melhor uso da Tecnologia.
Mas o que chama mesmo a atenção de quem olha esse modelo são as suas placas solares suspensas. Mais parecidas com asas jurássicas, são elas que garantem a carga elétrica necessária para mover o carro.
Inspirado em animais que esticam sua pele para absorver mais calor do sol, o designer projetou o carro para que quando estiver parado, ele possa “abrir” suas quatro placas fotovoltaicas e maximizar a captação solar.


Pólos geradores de congestionamentos

Nos países desenvolvidos uma empresa com mais de 100 colaboradores ( pólo gerador de tráfego) não pode mudar para um novo empreendimento imobiliário se não comprovar aos órgãos responsáveis pelo trânsito, que haverá estacionamento necessário para todos os colaboradores que possuem automóvel.

O que acontece em São Paulo atualmente é que essa permissão é exigida apenas da construtora que avalia a capacidade de mobilidade dos colaboradores que irão se deslocar para aquele empreendimento. Então é feito uma suposição de uma possível demanda que obviamente é subestimada pela construtora e enviado ao CET que é responsável pela elaboração de um laudo, aprovação da obra e se necessário a solicitação de contra-partida de infraestrutura compensatória para execução do empreendimento.

Pólo gerador de Tráfego em São Paulo é todo empreendimento que movimente no mínimo 500 deslocamentos, como por exemplo: empresas, clubes. Shoppings, condomínios e etc... A CET é a empresa responsável para analisar o impacto dos pólos geradores de tráfego, cujo objetivo é inserir o empreendimento na malha viária existente, diminuir a perturbação gerada pelo empreendimento, viabilizar a absorção da demanda por estacionamento gerado pelo empreendimento.

Calcula-se que cerca de 70% dos colaboradores de qualquer empresa utilizem automóveis para realizarem seus deslocamentos para trabalhar. Tomemos como exemplo uma nova empresa de mudança para a Região da Av. Berrine, na zona sul de São Paulo, (uma das regiões com muitos pólos geradores de tráfego ), cujo empreendimento movimentará cerca 5.000 funcionários diariamente, esse empreendimento vai necessitar de 3.500 vagas de estacionamentos para acomodar todos os carros de seus colaboradores. Não existe nenhum estacionamento particular na região para acomodar esta demanda e a falta de estacionamentos vai gerar um efeito “cascata” que afetará não apenas o trânsito local, como aumentará o preço dos estacionamentos e farão maior pressão sobre o escasso transporte público daquela região, gerando mais caos na vida do Paulistano.

Quando um novo empreendimento deste porte é inserido num local, gera uma quantidade de deslocamentos indiretos, tais como novos restaurantes, serviços diversos, camelôs, postos de gasolina, academias, shopping que começam a coexistir e movimentar a economia local, aumentando o mercado informal, aumentando o trânsito, e maior congestionamento e maior demanda por transporte público.

Cabe a empresa resolver estas questões com urgência, um trabalhador não pode produzir direito depois de passar 2 horas parado no trânsito.

Existe um movimento internacional das grandes empresas em estabelecerem projetos de mobilidade, por uma questão social, ambiental e principalmente econômica, afinal de contas o trânsito afeta o custo do frete, logística e consumidores parado no trânsito não consomem.

do Blog Mobilidade Sustentável

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Convenção Mobilidade Sustentável na Renovação Urbana


Existem no mundo atualmente 800 milhões de veículos, número que deve pular para 2 bilhões até 2030. Para evitar que os sistemas de locomoção entrem em colapso, é preciso planejar e organizar o trânsito nas metrópoles, com investimentos em transporte de massa, como trens e metrô para reduzir o aumento incontrolável da poluição, principal vilã do aquecimento global, além de evitar que os trabalhadores gastem cada vez mais tempo entre sua casa e o trabalho.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participou da abertura da Convenção Mobilidade Sustentável na Renovação Urbana no Rio de Janeiro,a semana passada e afirmou que é necessário investir em transportes públicos de qualidade nas grandes cidades, a fim de beneficiar o trabalhador brasileiro.


"A gente precisa compreender que o investimento na mobilidade urbana é investimento na melhoria de vida das pessoas. Que fazer esse companheiro chegar em casa ou no trabalho mais rapidamente é permitir a ele que tenha um pouco mais de lazer", disse Lula.
Ele defendeu gastos em infraestrutura básica, principalmente para atender às camadas mais pobres da população. "Nós queremos acabar com a máxima, vergonhosa, de que tudo para o rico é desenvolvimento, e para o pobre é gasto", frisou.
Cristina Baddini Lucas